A legislação brasileira sobre pesquisas com células-tronco de embriões humanos, já aprovada no Congresso Nacional, permite o uso dessas células para qualquer fim. Mas a lei de Biossegurança aguarda aprovação na Câmara dos Deputados.
Elas são células primitivas produzidas durante o desenvolvimento do organismo e que dão origem a outros tipos de células.
Com pesquisas em cima dessas células é possível produzir outras células e tecidos para terapias medicinais. Atualmente, órgãos e tecidos doados são freqüentemente usados para repor aqueles que estão doentes ou destruídos. Hoje, o número de pessoas que necessitam de um transplante excede muito o número de órgãos disponíveis para transplante.
A forma mais comum de obtenção destas células ainda é por meio de embriões congelados. Nesta técnica, óvulos fertilizados em clínicas de reprodução assistida se desenvolvem até o estágio conhecido como blastocisto. Após chegar a este estágio, o embrião é destruído e as células-tronco são removidas.
Já a população brasileira, sua maioria é a favor das pesquisas com células-tronco embrionárias para descobrir tratamentos para doenças graves, segundo levantamento feito pelo Ibope, com amostragem nacional, entre os dias 24 e 29 de janeiro. O total de pessoas que concordam totalmente com a liberação é de 75%. Já 20% afirmam concordar parcialmente.

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